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21 wiki · cadastro curado
| Nº | TERMO | TIPO | DEFINIÇÃO | |
|---|---|---|---|---|
| 01 | AcusmáticaestéticaAcousmatic musicMúsica apresentada exclusivamente por alto-falantes, sem performers visíveis. O termo vem de Pierre Schaeffer, que o derivou dos akousmatikoi pitagóricos — discípulos que ouviam o mestre sem vê-lo. A condição acusmática rompe o vínculo entre som e gesto, forçando escuta pura. | estética | Música apresentada exclusivamente por alto-falantes, sem performers visíveis. O termo vem de Pierre Schaeffer, que o derivou dos akousmatikoi pitagóricos — discípulos que ouviam o mestre sem vê-lo. A condição acusmática rompe o vínculo entre som e gesto, forçando escuta pura. | → |
| 02 | Aleatoriedade controladaestéticaControlled indeterminacyTécnica composicional em que o acaso é incorporado dentro de limites definidos pelo compositor — parâmetros fixos com resultados variáveis a cada execução. Associada a Earle Brown, John Cage e Witold Lutosławski. | estética | Técnica composicional em que o acaso é incorporado dentro de limites definidos pelo compositor — parâmetros fixos com resultados variáveis a cada execução. Associada a Earle Brown, John Cage e Witold Lutosławski. | → |
| 03 | Composição espectralestéticaSpectral musicCorrente surgida em Paris nos anos 1970 (Gérard Grisey, Tristan Murail) que toma o espectro de frequências de um som como material composicional. A harmonia e o timbre derivam diretamente de análises espectrais, frequentemente via computador. | estética | Corrente surgida em Paris nos anos 1970 (Gérard Grisey, Tristan Murail) que toma o espectro de frequências de um som como material composicional. A harmonia e o timbre derivam diretamente de análises espectrais, frequentemente via computador. | → |
| 04 | Death IndustrialestéticaRamificação do power electronics que incorpora elementos de música concreta, drone e dark ambient. Texturas mais atmosféricas que o PE puro, temas de mortalidade e colapso industrial. Referências: Raison d'être, Deutsch Nepal, Brighter Death Now. | estética | Ramificação do power electronics que incorpora elementos de música concreta, drone e dark ambient. Texturas mais atmosféricas que o PE puro, temas de mortalidade e colapso industrial. Referências: Raison d'être, Deutsch Nepal, Brighter Death Now. | → |
| 05 | DroneestéticaMúsica baseada em sons sustentados e lentas evoluções de timbre e textura. De La Monte Young (just intonation drones, anos 1960) a Sunn O))), Eliane Radigue e Phill Niblock. Relacionada a práticas de meditação, microtonalismo e escuta expandida. | estética | Música baseada em sons sustentados e lentas evoluções de timbre e textura. De La Monte Young (just intonation drones, anos 1960) a Sunn O))), Eliane Radigue e Phill Niblock. Relacionada a práticas de meditação, microtonalismo e escuta expandida. | → |
| 06 | EAIestéticaElectro-Acoustic ImprovisationCorrente de livre improvisação que integra instrumentos acústicos e eletrônicos, frequentemente operando em dinâmicas extremamente baixas. Surgiu em Viena e Londres nos anos 1990. Relacionada ao movimento Onkyo japonês. | estética | Corrente de livre improvisação que integra instrumentos acústicos e eletrônicos, frequentemente operando em dinâmicas extremamente baixas. Surgiu em Viena e Londres nos anos 1990. Relacionada ao movimento Onkyo japonês. | → |
| 07 | EBMestéticaElectronic Body MusicGênero surgido no início dos anos 1980 (Front 242, Nitzer Ebb) na interseção entre industrial e música de dança. Ritmos repetitivos, vocais agressivos, temáticas de controle e corpo. Influenciou diretamente o industrial techno e o deconstructed club. | estética | Gênero surgido no início dos anos 1980 (Front 242, Nitzer Ebb) na interseção entre industrial e música de dança. Ritmos repetitivos, vocais agressivos, temáticas de controle e corpo. Influenciou diretamente o industrial techno e o deconstructed club. | → |
| 08 | Free JazzestéticaCorrente surgida nos EUA nos anos 1960 (Ornette Coleman, Cecil Taylor, Albert Ayler) que abandonou as progressões harmônicas e estruturas formais do jazz para uma improvisação coletiva radical. Influência direta na livre improvisação europeia. | estética | Corrente surgida nos EUA nos anos 1960 (Ornette Coleman, Cecil Taylor, Albert Ayler) que abandonou as progressões harmônicas e estruturas formais do jazz para uma improvisação coletiva radical. Influência direta na livre improvisação europeia. | → |
| 09 | Harsh NoiseestéticaSubgênero do noise caracterizado por texturas densas, agressivas e de alta intensidade sonora — feedback extremo, distorção total, dinâmicas wall-to-wall. Distingue-se do noise "ambiental" pela intensidade e intenção confrontacional. Merzbow é a referência canônica. | estética | Subgênero do noise caracterizado por texturas densas, agressivas e de alta intensidade sonora — feedback extremo, distorção total, dinâmicas wall-to-wall. Distingue-se do noise "ambiental" pela intensidade e intenção confrontacional. Merzbow é a referência canônica. | → |
| 10 | Harsh Noise WallestéticaHNWSubgênero do harsh noise em que o som é apresentado como uma "parede" estática e imóvel — sem variação dinâmica, sem desenvolvimento, sem começo ou fim perceptível. A estase absoluta como posição estética. | estética | Subgênero do harsh noise em que o som é apresentado como uma "parede" estática e imóvel — sem variação dinâmica, sem desenvolvimento, sem começo ou fim perceptível. A estase absoluta como posição estética. | → |
| 11 | IndustrialestéticaGênero surgido no fim dos anos 1970 (Throbbing Gristle, SPK, Einstürzende Neubauten) que incorporou ruído industrial, amostras perturbadoras, ética de confronto e questionamento dos limites da arte e do corpo. Base para power electronics, EBM e death industrial. | estética | Gênero surgido no fim dos anos 1970 (Throbbing Gristle, SPK, Einstürzende Neubauten) que incorporou ruído industrial, amostras perturbadoras, ética de confronto e questionamento dos limites da arte e do corpo. Base para power electronics, EBM e death industrial. | → |
| 12 | Industrial TechnoestéticaConvergência entre techno e música industrial surgida no fim dos anos 2000. Batidas pesadas, texturas metálicas, atmosferas opressivas. Referências: Surgeon, Paula Temple, Blawan, Regis. | estética | Convergência entre techno e música industrial surgida no fim dos anos 2000. Batidas pesadas, texturas metálicas, atmosferas opressivas. Referências: Surgeon, Paula Temple, Blawan, Regis. | → |
| 13 | Livre ImprovisaçãoestéticaFree ImprovisationPrática musical sem partitura, sem convenções de gênero e sem hierarquia entre performers — o material emerge exclusivamente da escuta coletiva no momento da performance. Derek Bailey cunhou o termo "non-idiomatic improvisation" para diferenciá-la do jazz e outras improvisações idiomáticas. | estética | Prática musical sem partitura, sem convenções de gênero e sem hierarquia entre performers — o material emerge exclusivamente da escuta coletiva no momento da performance. Derek Bailey cunhou o termo "non-idiomatic improvisation" para diferenciá-la do jazz e outras improvisações idiomáticas. | → |
| 14 | LowercaseestéticaSubcorrente do EAI caracterizada por sons extremamente discretos — quase inaudíveis, operando no limiar da percepção. O nome foi dado por Steve Roden. Valoriza a atenção intensificada do ouvinte e o contexto acústico do espaço de escuta. | estética | Subcorrente do EAI caracterizada por sons extremamente discretos — quase inaudíveis, operando no limiar da percepção. O nome foi dado por Steve Roden. Valoriza a atenção intensificada do ouvinte e o contexto acústico do espaço de escuta. | → |
| 15 | MicrotonalismoestéticaMicrotonalismUso de intervalos menores que o semitom do temperamento igual ocidental. Inclui quartos de tom, oitavos de tom, afinações espectrais e just intonation. Compositores: Alois Hába, Harry Partch, Gérard Grisey, Georg Friedrich Haas, Mirceia Tiberian. | estética | Uso de intervalos menores que o semitom do temperamento igual ocidental. Inclui quartos de tom, oitavos de tom, afinações espectrais e just intonation. Compositores: Alois Hába, Harry Partch, Gérard Grisey, Georg Friedrich Haas, Mirceia Tiberian. | → |
| 16 | Musique ConcrèteestéticaGênero criado por Pierre Schaeffer em Paris (1948) a partir da manipulação de sons gravados — sons do mundo real transformados em material musical. A inversão da relação tradicional entre notação e som: o som como objeto, não como símbolo de algo. | estética | Gênero criado por Pierre Schaeffer em Paris (1948) a partir da manipulação de sons gravados — sons do mundo real transformados em material musical. A inversão da relação tradicional entre notação e som: o som como objeto, não como símbolo de algo. | → |
| 17 | NoiseestéticaCampo amplo que usa ruído — tecnicamente, sinal sem periodicidade definida — como material musical primário. Inclui do harsh noise ao noise ambiental, do power electronics ao noise rock. Filosófica e historicamente ligado à negação da "musicalidade" como critério estético. | estética | Campo amplo que usa ruído — tecnicamente, sinal sem periodicidade definida — como material musical primário. Inclui do harsh noise ao noise ambiental, do power electronics ao noise rock. Filosófica e historicamente ligado à negação da "musicalidade" como critério estético. | → |
| 18 | OnkyoestéticaCena de improvisação experimental surgida em Tóquio no final dos anos 1990, caracterizada pela extrema economia de meios, dinâmicas mínimas e longos silêncios. Nome dado à corrente pelo crítico Masahiro Uemura. Artistas: Toshimaru Nakamura, Otomo Yoshihide, Sachiko M. | estética | Cena de improvisação experimental surgida em Tóquio no final dos anos 1990, caracterizada pela extrema economia de meios, dinâmicas mínimas e longos silêncios. Nome dado à corrente pelo crítico Masahiro Uemura. Artistas: Toshimaru Nakamura, Otomo Yoshihide, Sachiko M. | → |
| 19 | Poesia sonoraestéticaSound poetryPrática na fronteira entre poesia e música, em que a dimensão sonora da linguagem é explorada além do sentido semântico — fonemas, ruído vocal, fragmentação, glossolalia. De Hugo Ball (Dadá, 1916) a Henri Chopin, Jaap Blonk e Arrigo Barnabé. | estética | Prática na fronteira entre poesia e música, em que a dimensão sonora da linguagem é explorada além do sentido semântico — fonemas, ruído vocal, fragmentação, glossolalia. De Hugo Ball (Dadá, 1916) a Henri Chopin, Jaap Blonk e Arrigo Barnabé. | → |
| 20 | Power ElectronicsestéticaSubgênero do industrial surgido no início dos anos 1980 (William Bennett/Whitehouse) caracterizado por feedback extremo, vocais distorcidos e temáticas de violência, transgressão e poder. Distingue-se do noise pela presença vocal e pela intenção explicitamente provocadora. | estética | Subgênero do industrial surgido no início dos anos 1980 (William Bennett/Whitehouse) caracterizado por feedback extremo, vocais distorcidos e temáticas de violência, transgressão e poder. Distingue-se do noise pela presença vocal e pela intenção explicitamente provocadora. | → |
| 21 | ReductionismestéticaReductionist musicCorrente europeia dos anos 1990-2000 que radicalizou a economia de meios do EAI — pouquíssimas notas, silêncios longos, texturas quase inaudíveis. Associada ao selo austriaco Erstwhile Records e artistas como Radu Malfatti e Burkhard Beins. | estética | Corrente europeia dos anos 1990-2000 que radicalizou a economia de meios do EAI — pouquíssimas notas, silêncios longos, texturas quase inaudíveis. Associada ao selo austriaco Erstwhile Records e artistas como Radu Malfatti e Burkhard Beins. | → |